domingo, 2 de dezembro de 2012

Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day

A prova mais difícil do ano não poderia passar em branco !!

Bom para começar, vou relatar que havia amarelado antes de ir. Devido a minha fasceíte quase não tenho treinado, tenho dado oportunidade para um novo Hobby, o pedal.

Devido ao alto nível de stress que tenho passado no trabalho, acabei perdendo algumas motivações. Relaxei na alimentação,  sumi da academia e pra ajudar abandonei a corrida para tratar dos meus pés e joelho. Com tudo isso, e sabendo que os 21k em interlagos seriam muito punk, uma vontade enorme de fugir da raia apareceu. Por diversas vezes pensei se seria necessário enfrentar tal desafio, o que iria me acrescentar, se valia a pena sofrer tanto.. mas a paixão pela corrida e pela dificuldade falou mais alto.

Segui viagem, rumo ao autódromo com os companheiros Augustão, rafa, Valtinho e Marcos Fornazaro. Diga-se de passagem, como sempre uma viagem muito agradável, divertida.

Ao chegar no autódromo não tinha mais volta, e dei de cara com Rogérião, meu parceiro de pedal. animado como sempre, acompanhado da esposa Andréia e do filho Gabriel. Logo depois encontrei a Odila Noronha cheia de animação. Retiramos o chip e mal deu tempo de encontrar meu parceiro de equipe, meu coach Rogério.

Segui para os boxes pronto pra largar. Ali me fizeram cia Valtinho, Rafa e Gabriel. O senna narrando a volta em interlagos foi emocionante demais, afinal tinha o prazer de levantar aos domingos de manhã, e junto com meu pai assistir e vibrar com suas corridas. Talvez o grande ídiolo da minha geração.

O tradicional e sincero desejo de boa prova aos amigos, olhos marejados e a buzina anunciou a largada.. o TERROR estava começando.

Saí num ritmo tranquilo, esqueci de mudar meu garmin que estava configurado para o ciclismo, aó só acompanhava distância, velocidade média e tempo de prova. Saí correndo a média de 12 km/h, o intuito era tentar mantê-la, porém foi impossível. As duas primeiras voltas foram até que tranquilas. Subidas, descidas, sol escaldante, fui trabalhando o ritmo e o psicológico. Reduzia nas subidas, segurva nas descidas e acelerava na reta. Ao passar pela área de transição econtrava o parceiro Rogérião sempre animado, dando aquela força que sempre é bem vinda.  Porém o desgaste começou a aparecer, a fasceíte também deu suas caras . Na terceira volta, além do cansaço uma inusitada supresa. Logo na primeira descida comecei a ter incomodo na panturrilha esquerda. Uma caibra resolveu aparecer. Tratei de pensar em outra coisa, diminui o ritmo e segui em frente. Dois minutos depois voltei ao meu ritmo e segui.

Parecia que tudo estava bem, que a Ayrton Senna  não era o "Bicho Papão" que todos pintavam. Engano puro. A última volta foi o sofrimento puro. Meu cárdio estava inteiro, pois o ritmo estava abaixo do que estou acostumado, porém o resto... Meu corpo pedia arrego, muitas dores, exaustão enorme e aquela famos crise existencial, sobre o porque estar ali, e pra que fazer tudo aquilo. O bom é que todo corredor conhece bem esse momento, e sabe que no minuto seguinte tudo volta ao normal.Tentava disfarçar cantando minhas músicas favoritas. Com meu inglês "embramation" cantava em voz alta engnando a fadiga. O corpo pedia para caminhar, mas como a Odila havia me dito, o que manda é o psicológico, e a cabeça e o coração me mandavam continuar. Erguia os olhos e as mãos para o céu, agradecia por tudo e pedia ajuda para não desistir. E assim fui, completei o 20º km em 7:32minutos, por sinal o meu km mais lento, e quando olhei que faltavam apenas mais 2k (contando com a zona de transiçãO corremos 22km). Comecei a acelerar o passo pronto pra "ir pro abraço".

E assim passei o meu bracelete ao meu companheiro, meu coach e amigo Rogério. Ali terminava a missão, e com êxito. O tempo nos 21k foram 2:05:28, nos 22k, 2:11:50.

Deitei no chão com o intuito de me recuperar, porém meu corpo nunca tinha enfrentado tantas dores. Não conseguia me levantar. Era tomado por uma enorme dor nos posteriores e panturrilha. Como doía !

Com muito custo, cheguei a tenda que era destinada aos funcionários do Serasa. Estava com tantas dores que nem me atentei a esse detalhe. Fui me deitando na maca onde recebi um alongamento providencial. Só após descobri que não era aberta ao público a tenda.

Reencontrei a galera da Fit labore e foi só alegria !! Com as dores reduzidas o jeito era comer para  repor as energias e comemorar muito, afinal era merecido.

Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos que de uma forma contribuiram pra mais essa vitória. Companheiros que me incentivaram, torceram por mim e me deram a graça de ter as vossas cias.


Muito obrigado e ótima semana a todos !!










domingo, 18 de novembro de 2012

E o Rio de Janeiro continua lindo - Parte 1

Dando continuidade, o grande dia estava chegando.

No primeiro post tinha citado sobre a falta de equipamentos adequados para a corrida (calçados e vestuário). No segundo citei a respeito de um tenis que havia comprado, e que por sinal  tenho ainda pois pouco uso, mas.. fato é que conforme o tempo foi passando, fui aprendendo sobre tipo de pisada, tenis adequado para tipo de treino, material de composição do vestuário e fui me interessando cada vez mais sobre isso, cumprindo o que havia prometido no começo de adquirir todos equipamentos que tivesse vontade, pois afinal tudo estava diferente.

Treinava com um Asics Gel Nimbus 13, pois estava acima do peso, e todos sabem que o melhor sistema de amortecimento até hoje é o do Nimbus (o 14 ta inferior ao do 13). Mas... queria correr com um diferente no Rio, foi então que adquiri um outro na cor  "Yellow Neon".  Eu sabia que não iria mudar em nada o resultado final, meu desempenho, mas apenas uma questão de gosto, de vontade. Como o volume de treino era alto,  e a bateria do meu mp3 "ching ling" terminava rapidinho, resolvi comprar algo melhor. Adquiri um ipod nano, que é meu companheiro até hoje, e pelo que percebo será por muitos anos ainda.

No decorrer dos treinos longos, um amigo me emprestou um Garmin Forerunner 305, com o intuito de me ajudar nas distâncias e velocidade dos treinos. Até o momento julgava ser apenas frescura ter um desses, mas depois acabei percebendo ser essencial, pois o lance de conhecermos nosso corpo, nossa velocidade é balela. Isso é pra quem corre há mais de dez anos.

O dia do embarque chegou, e fui acompanhado da Gi para Campinas rumo ao Rio. Levava na mala minhas bagagens, e em uma mala de mão, levei meu tenis, gps e roupa de prova (com medo de ter a bagagem extraviada), mas o mais importante eu levava no coração.

Levava minha família (a qual é tudo para mim), minhas amigas que não puderam ir, e que tanto treinamos juntos e me ajudaram a chegar até ali. Levava também a lembrança de meu pai, e um aperto por não poder mostrar a ele o que eu iria conquistar. A ansiedade, o medo da lesão e de não completar, mas a fé em Deus e a alegria de estar vivendo aquele momento acabavam ocultando os sentimentos que não eram bons.

Embarcamos no Viracopos, e ali fiz diversas amizades com corredores já frequentes da Maratona do Rio de Janeiro. A viagem prometia.

Desembarcamos no Galeão, e onde íriamos ficar era do outro lado, perto do Palácio do Catete. Pegamos um ônibus denominado "Frescão", que contava com ar condicionado e apenas passageiros sentados. Naquele trecho tive o prazer de conhecer mais corredores. Pelo caminho, eu e a Gi recebos gratas supresas. As queridas amigas Laurinha e Milena nos mandaram mensagens de texto, para saber se tínhamos chegado e nos desejar de coração uma ótima prova. Por mais que o nosso desejo fosse que elas estivessem conosco, esse gesto nos proporcionou uma enorme alegria.

Ao chegarmos no hostel que ficaríamos hospedados, a grande surpresa (risos). Nosso exceletíssimo coach, idealizava algo grandioso para nós, queria muito uma grande integração, aflorar o companheirismo e reservou um quarto coletivo com lugares para 12 pessoas, em um hostel que apelidamos carinhosamente de "BOSTEL" . Ao passar pela recepção, um adorável aroma de esgoto nos aguardava. Se não me falhe a memória, seis beliches e duas triliches mal distribuídas, com colchões de 5mm de espessura e travesseiros de 3 mm. Quando deitávamos, o colchão nos envolvia parecendo uma canoa, o travesseiro parecia de pedra. Quando a pessoa que dormia na cama de cima da beliche se mexia, parecia que ia desabar. Dois banheiros bem zuados, o qual definimos de masculino e feminino. Seria o começo de um pesadelo ????

Por incrível que pareça, afirmo que foi uma das melhores viagens da minha vida, pois não importava o local, mas sim as pessoas que ali estavam. O sucesso dessa viagem para todos foi tão grande que ela rende comentários até o dia de hoje. A estratégia do carioca deu certo.

Tive o enorme prazer de conhecer algumas ilustríssimas pessoas e conviver com outras já do meu círculo de amizade. Ali conheci o Doni, o André, o Borian, o Lucão e a Queila , e o Toni. Para não esquecer de ninguém, ali estiveram presente também o Marcellão, a Angela, o Beto, a Polyane, o Hélio, a Gi e o Rogério.

Passei momentos agradabilíssimos naquela cidade. Na sexta a noite fomos para um samba na Lapa, conhecer o famoso Rio Scenarium. Deixo aqui minhas recomendações, pois ir ao Rio e não conhecer essa casa é sacanagem.

No sábado buscamos nossos kits, curtimos uma praia e fomos para um rodízio de massas, fazer o que a ciência chama de "Hipercompensção calórica". Faz-se necessário citar esse jantar, pois adiante será-lhe feita uma referência. Como não simpatizei com a comida, fiquei só nas pizzas. Pizza de quatro queijo, frango, catupiry, doces, o que tinha eu mandava ver. Terminei o jantar pesado, com a barriga rígida de tanto comer.

Agora... pensem comigo, um cara que vivia e vive em uma dieta com restrição de gordura comer daquele jeito, em boa coisa não iria resultar.

O dia terminou e lá estávamos em Auschwitz (outro apelido carinho do local que ficamos) arrumando nossas coisas para o dia seguinte, o grande dia, mas essa parte ficará para o próximo post.

Obrigado a todos que passam por aqui. Voltem sempre!

Ótima semana e um forte abraço
Rodízio de massas

Indo retirar os kits

Rio Scenarium

Ipanema

Rio Secnarium
Rio Scenarium (tomando um suco natural de cevada)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

5ª Corrida Ilumina - a evolução de uma corredora, das últimas colocações para o 5ª lugar no pódio !!

Bom, hoje farei um post um pouco diferente. Não falarei de mim ou de minhas corridas. Realatarei a história de uma amiga.

Hoje falarei da Milena, e de sua história de superação e à sua excelente evolução na corrida.

Milena é uma  integrante de nossa equipe, já citada várias vezes aqui no Blog.

Mãe de dois filhos (Pedro e Davi, duas figurinhas), casada com Fábio, advogada, e corredora nata.

Extremamente dedicada aos treinos, conta com a cooperação do maridão para cuidar dos filhos e poder treinar.

Diz ela ter a personalidade forte, mas nós da corrida não conhecemos esse lado. Conhecemos a mãezona, amiga, simpática, sorridente e excelente corredora.

Para compor sua história na corrida, vou copiar seu próprio depoimento, relatado no blog de nossa equipe Fit Labore :

“Gostaria de dar meu depoimento com relação ao que a Fit Labore e o professor Rogério tem feito por mim.
Eu sentia muitas dores pelo corpo, estava pesando 78 kgs, dormia muito mal e andava estressada. Então decidi que precisava mudar o meu estilo de vida. Comecei fazer uma dieta, fiz dois meses de dieta e perdi 400 grs, fui há uma médica fiz até exames para ver porque não emagrecia e deram todos normais, aí a médica me disse que após os 35 anos se eu só fizesse essa dieta e não fizesse exercício iria engordar um quilo por ano. Então, como a pelo menos um ano atrás, já tinha ouvido falar do trabalho do professor Rogério, em agosto de 2011 iniciamos os treinos e para minha surpresa, pois não imagina perder peso tão rápido, comecei a emagrecer peso mês a mês e hoje março de 2012 estou pesando 59 kgs, ou seja perdi 19 kgs em 07 meses, nunca mais tive dores no corpo e durmo como um anjo, isso sem falar no bem estar e disposição que a corrida me deu.
Posso dizer que com a corrida me encontrei e hoje acho que não sei mais viver sem ela.
Sou muito grata ao professor Rogério e a Fit Labore pelos meus treinos que me fizeram chegar ao meu objetivo.”

Bom... ano passado a Milena foi uma das últimas colocadas na corrida Ilumina, na sua estréia nos 10k com o tempo de  01:08:55. No resultado oficail da prova foi a 30ª de 34 atletas inscritas. 

Esse ano tudo mudou. Com uma evolução constante, conquistada na base de muito treino e acompanhamento realizado por grandes profissionais, nosso amigo e coach, o carioca Rogério Cardoso de Barros e seu parceiro e também nosso amigo Beto (Roberto Collaço) . Rogério cuida da parte das planilhas de corrida e o Betão em conjunto trabalha toda a parte de musculação e fortalecimento. Parceria mais que perfeita, e o resultado está aí. Esse ano a Milena foi a 5ª colocada na classificação geral, com um belo tempo de 00:54:53, melhora de 14 minutos. E olha que esse não foi o seu melhor tempo no ano .

Deixo aqui os meus parabéns a essa guerreira e exemplo de garra e determinação !! E também a minha torcida, para que no ano que vem figure no 1º Lugar no pódio da corrida Ilumina !! 
                                                                           2011
                                                          2012 com seu filho Pedro

domingo, 11 de novembro de 2012

5ª Corrida Ilumina - Piracicaba contra o câncer !!


Interrompendo a seqüência do Rio de Janeiro, vou postar sobre o dia de hoje.

Essa foi uma corrida com muito significado para mim, uma vez que minha irmã Camila, recentemente foi uma vencedora na luta contra o câncer. 

Há poucos dias atrás ela concluiu o processo de cura de um tumor maligno na Tireóide  então essa medalha foi dedicada a ela!

Essa prova teria outro gosto especial para mim, pois eu faria parte dos que iriam proporcionar a uma garotinha a alegria de correr uma prova, a Sofia, sobrinha da Elisa Elias, que ela descreve com tanto carinho como sendo uma "Fofis". Estava muito animado, e já tinha planejado como iria fazer, porém ela não pode vir. Foi um pouco frustrante, estávamos todos animados e felizes com a idéia. Eu, a Laurinha e Milena tínhamos combinado de junto com a Elisa empurrarmos o carrinho, mas... Não faltará oportunidade!

Voltando a corrida... Tive o prazer de rever meus amigos e companheiros de corrida. Como é bom estar nesse ambiente, cercado de pessoas do bem. Um abraço aqui, outro ali, um desejo de boa prova, as brincadeiras... Sem palavras ! Isso me faz muito Feliz!!

A Gaia Esportes como sempre dando um show na organização, com banda pra animar a nós corredores.Seu Osmir, blogueiro e corredor de primeira estava presente, nos contagiando com sua animação.

Na corrida kids, a criançada se divertiu. Milena, Augustão, Rafa levaram os filhos para brincar!! Destaque para a Gabriela, filhinha do Rafa que se assustou com a buzina da largada e correu com a camiseta do Ironman. Se seguir os passos do pai vai ser fera, e o pódio já terá dona.

Augustão, como sempre com sua câmera top de linha, clicando os momentos da galera correu acompanhado do grande jornalista e corredor Vicent Sobrinho. Que responsa heim amigo!!

Tive o prazer de ter a cia. do meu amigo ciclista Ricardo nos primeiros kms de prova, depois ele acabou desacelerando e só nos encontramos após a prova.

A turminha da Fit Labore como sempre no maior animo. Angela, Helen, Euclydes, Rogérião, Gabriel, Andréia, Milena, Gi, Helião, Armando, todos preparados para mais uma festa. E assim foi...

Larguei no pelotão da frente, em busca de algo além de completar a prova, mas me superar!! Corri os dois primeiros km's a 4:09, porém na subida meu ritmo caiu, e assim mantive até o km final, onde encontrei o Zé Francisco, que fez o que estava faltando... Libertar o monstro da superação que estava quieto dentro de mim. Com palavras de incentivo e força recebida do Zé liguei o turbo e saí acelerando igual um touro desembestado, sem freio. A última subida e a última descida foram primordiais para a melhora do meu tempo!Fato é que se alguém cruzasse minha frente, cairíamos os dois. E assim completei a prova em 23:57, meu recorde pessoal nos 5 km. Misto de extremo cansaço com sensação de dever cumprido.

Pouco tempo antes, um amigo solicitou que o acompanhasse para incentivá-lo, pois ele queria melhorar o seu tempo. Na verdade eram dois amigos, mas um acabou ficando só nos 5k mesmo. E assim foi, descansei e acompanhei o amigo Hélião na segunda metade da prova. Estava ali apenas por um único e exclusivo motivo.. Ajudar, incentivar o querido amigo para que conseguisse sua meta. Foi o que eu fiz. Encontrei palavras que acredito ter ajudado, pois estávamos na última colocação e aos poucos fomos ganhando posições. Durante o caminho encontrei outra corredora, cansada desistindo. Pedi licença ao companheiro para tentar ajudar aquela corredora. Corri 1km junto, distância suficiente para animá-la. Nesse meio tempo conheci outra integrante da Fit Labore, a Marta e usei a mesma técnica do incentivo para animá-la a completar sua primeira prova dos 10k. O interessante foi descobrir que outra corredora aproveitou dos meus incentivos, mesmo que não direcionados exclusivamente a ela para completar a prova. Missão cumprida... O amigo terminou bem, e longe da última colocação, a companheira de equipe se animou e terminou em ritmo forte a prova, e o melhor... Mesmo sem conhecer consegui animar uma pessoa que estava precisando da famosa "forcinha" para terminar a corrida!!

Para completar fui entrevistado pelo grande Vicent Sobrinho, e para nossa alegria, as queridíssimas amigas Laura, Milena e Angela subiram no pódio. Show de bola meninas, vocês são demais, parabéns guerreiras!!!

Parabéns a Meire Casarin, que mais uma vez subiu no lugar mais alto do pódio e está virando uma frequentadora assídua !!

Hoje vou ficando por aqui e volto para terminar a história do Rio de Janeiro.

Obrigado a todos que participaram da corrida, e fizeram melhor o meu dia!!

Forte abraço e Parabéns a todos !!!

sábado, 3 de novembro de 2012

AMIGOS !! O que seria de mim sem vocês ?!?!?

A necessidade de uma assessoria de corrida se tornava clara, porém eu só não imaginava que rumo de minha vida iria mudar tanto.

Entrei para a Fit Labore, de cara encontrei um cara muito maneiro, um carioca que se tornou meu coach e um grande amigo. Um cara que conhece muito do que faz, e dono da arte da alegria para os seus alunos. Foi meu grande incentivador, principalmente a não fazer uso de suplementos.

Nessa época eu estava com aproximadamente 102 Kg, visivelmente mais magro, porém longe do meu objetivo e encontrava dificuldades para continuar emagrecendo. Em uma conversa informal, conheci um grande cara (não na altura, é claro) Valter Casarin. Um cara do bem, ótimo corredor (o Papa Léguas da equipe) e uma grande pessoa. Me orientou a arrumar minha alimentação. Ouvi seus sábios conselhos e resolvi que seria a hora de partir para uma dieta radical, pois até o momento como o excesso de peso era grande não havia precisado de muito esforço, apenas a corrida estava me ajudando. E assim começou também uma amizade muito boa nos encontros de quarta-feira no Parque da Rua do Porto.

Mais adiante conheci a Laurinha no meio do percurso da Track&Field Night Run, tomamos bronca do coach por conversar durante a corrida. Esse foi o nosso primeiro contato. Detalhe... no km final eu cansei, pois era minha segunda prova e a mini queniana me deixou comendo poeira, fato este que ela fez questão de lembrar esses dias kkk.

Durante um sábado de manhã, conheci mais duas ilustres figuras, a Gi e a Milena . O tempo se passou e indo para uma prova, a V+ Saúde em Rio Claro, conheci mais um cara do bem, um "bon vivant", Marcelão . E em outro treino, conheci de vez a aluna que estava presente no meu primeiro contato com o coach, a Angela .

É claro que conheci mais pessoas na Fit Labore e continuo conhecendo, mas citei esses aí porque foram partes fundamentais nesse meu processo de crescimento e busca do meu objetivo.

Esse grupo fantástico, veio para me alegrar, para fazer de meus sábados um dia de muita alegria. Cada um com sua história de vida sensacional agregou muito em minha vida. A Laurinha venceu a asma, a Milena o peso e por aí vai. Formamos um grupo de longões ao sábados. Se aos sábados as 7:00h da manhã não houvessem nossos treinos, o dia não começava. Eu, Rogério, Angela,Gi, Milena, Laura e Marcelão eramos os "mosqueteiros" da Fit.

Estava tudo muito bom, a força dos amigos, a perda de peso caminhando bem, a evolução como corredor. Eis que surgiu um grande objetivo: Correr a Meia Maratona do Rio. Será que eu conseguiria compketar os  21 km ?? Estabeleci a meta de chegar no rio com 84kg, bem condicionado e assim comecei a minha preparação.

Se acompanharam meus dois posts anteriores, e analisarem pela lógica, algo estava errado. Estava tudo bem, coisa não muito normal em minha vida. Mas... a dificuldade outra vez cruzou meu caminho. Durante um longão na pista uma dor aguda apareceu no meu joelho. Havíamos corrido 4km e voltei com minha companheira Gi, ela trotando e eu caminhando na base de muito esforço e muita dor.

Procurei um médico, e por indicação de outra figuraça do mundo das corridas, o Augustão, conheci minha fisoterapeuta Carol. Essa por sua vez cuidou muito bem de mim, me fez sofrer, adorava ver minhas caretas nos exercícios de fortalecimento e alongamento, mas foi o que me ajudou.

Fiquei um mês parado, confesso que foi muito difícil, pois meu joelho parecia não melhorar e o Rio ficava cada vez mais distante. Corri uma prova escondido da Carol,  acompanhado quase todo o percurso pela Gi, e pela dor. Cruzamos a linha de chegada juntos, de mãos dadas.Eu e a Gi comemorando, e a dor me atormentando. Mais tarde em casa chorei. Chorei não pela dor, mas por ver que o meu sonho de completar a Meia Maratona do Rio estava ficando cada vez mais longe. Mas foi bom, lavou minha alma e no instante seguinte lá estava eu com mais determinação, pronto para vencer mais um obstáculo imposto pela vida.

Fui liberado da fisio para correr de leve, e assim segui meus treinamentos e os longões. Durante a semana treinava bem, porém quando chegava nos longões a dor aparecia acima dos 10k, e muito aguda. Como doía, porém a insistência, e a gana de chegar eram maiores do que a dor. Me arrastando eu terminava todos eles. A alegria de estar junto com a turma, e não abandoná-los antes de finalizar o treino era minha força eletromotriz. Após completar o treino eu pagava o preço, ficava por dois dias com muita dor, mas era necessário.

O Rio estava chegando, e cada dia eu estava mais leve, porém a dor não me abandonava. Coloquei para mim que com dor ou sem dor, com joelho ou sem joelho iria completar a prova, nem que eu rolasse, me arrastasse, mas que iria completar, iria. E assim parti para o Rio.

A Laura e a Milena não puderam ir. Infelizmente nossa turma estava incompleta no debute da Meia Maratona. Levei comigo essas duas guerreiras no coração, e completar a prova já não era um objetivo único, seria por mim e por elas. Coloquei em minha cabeça que traria uma medalha para elas e para minha fisioterapeuta. Como ??? Não sabia, mas como tudo na minha vida, nunca sei quais serão os meios, mas o fim eu sempre traço qual será.

Motivado, parti para o Rio de Janeiro, mas essa parte ficará para o próximo post.

Ótimo final de semana e um grande abraço !


Milena, Laura, Angela e Gi
                                         

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Primeiros desafios

Bom... Recapitulando...  Com horários diferentes comecei a correr sozinho, pois o Ivan trabalhava em turno diferente. Comprei um tênis, dois shorts e uma regata, e assim comecei a encontrar a felicidade de correr. Mas... A vida me deu outra grata surpresa... Tive que fazer uma cirurgia gastro intestinal. Fiquei meses parado e aumentei mais ainda meu peso.

Após um mês sem fazer esforço algum e mais dois meses para cicatrizar a cirurgia, voltei aos treinos buscando emagrecer. Nessas alturas, estava obstinado apenas a perder peso. A única coisa que não entendi era o porquê de não dormir a noite nos dias de treino, tomado de uma cólica estomacal insuportável que não me deixava dormir e era a responsável por me fazer rolar de dores no chão da sala em plena madrugada.

Apenas para ilustrar, comecei a correr com o Ivan em meados de junho de 2010, operei em dezembro e voltei a correr em fevereiro de 2011.

Após idas e vindas ao hospital Unimed durante as madrugadas afora, tomar buscopan na veia, finalmente descobriram que eu estava com a vesícula inflamada e cheia de cálculos. O Motivo de doer tanto após a corrida, é que com o balanço do corpo as pedras se moviam e com o acúmulo de liquido biliar causavam as cólicas infernais. Outra cirurgia marcada...

Em maio de 2011 fui operado, e mais uma vez Deus abençoou as mãos dos médicos. Sobrevivi a mais uma intervenção cirúrgica com sucesso.

Meu peso aumentou e agosto de 2011 retornava as corridas. E foi que em setembro, num despretensioso jogo de futebol rompi parcialmente os três ligamentos do meu tornozelo esquerdo. Seria o fim????

Como diz o bordão, "sou brasileiro e não desisto nunca". Um mês com o pé imobilizado e mais três para me recuperar. Era o fim de 2012 para mim, e só retornaria em 2012 aos exercícios. O guerreiro estava abatido, porém vivo!

Com todos esses contratempos o meu peso foi para na lua. Com 114 kg não queria saber de fazer nada além de tomar cerveja todos os dias após o trabalho, e descontar todo o meu stress em comidas extra calóricas.

Se antes minhas roupas já não serviam, nessas alturas nem as novas serviam direito. Ficavam sempre com caimento horrível, nunca encontrava a peça que gostei no tamanho de uso, situação depressiva.

Como se não bastasse à autocrítica, era obrigado a ouvir piadinhas de mau gosto, e o famoso "nossa... como você engordou" quando meus amigos de faculdade me encontravam. Autoestima não existia mais, e num dado momento cheguei ao final da rua, na qual tinha apenas dois caminhos a seguir, que era o do conformismo ou da mudança. Escolhi mudar, e prometi que iria vencer a tudo e a todos!

O ano terminou, e dia 2 de janeiro estava eu na área de lazer para cumprir minha promessa. Comprei um Mizuno zuado, um monitor cardíaco Oregon que mais errava nos batimentos do que outra coisa e fui à luta.

Comemorei demais meu primeiro km e quando comentava que havia começado a correr, mais piadinhas. "Vai gordão, cuidado pra não rachar o chão", "você correndo? Desista" e mais inúmeras que prefiro nem me lembrar. Um dia comentei que meu sonho e desafio seria o de correr a São Silvestre no final do ano. Alguém que ouvia soltou uma bela gargalhada, encheu o peito e em alto e bom som anunciou: "Se esse gordo correr a São Silvestre eu pago um churrasco pra todo mundo". Desafio aceito. Nunca, mas nunca desafie alguém sem antes conhecer sua tenacidade.

No final do mês estava conseguindo correr 6 km, quanta alegria. Inscrevi-me para uma prova de 10 km na cidade de Limeira. Loucura total.

Os dias passaram e a paixão pela corrida começou a brotar. O intuito de emagrecer ainda continuava, porém a ideia de correr por si só já me animava. À medida que o tempo passava, senti a necessidade de procurar uma assessoria. Foi quando encontrei meu atual treinador a amigo Rogério Cardoso de Barros. Perguntei se conseguiria fazer a prova de 10k, e tive a resposta positiva, porém sem metas a respeito do tempo.

E lá fui eu, uma prova árdua, com uma altimetria bem complicada, principalmente para um iniciante. Após altos e baixos, pouco mais de 7 km de subidas e descidas e 1:09:42  de tempo de prova (tempo bruto) estava comemorando muito, e curtindo minha primeira prova de rua. Emoção demais.

As pessoas que conversei, a camiseta da prova que tanto queria vestir, a medalha, as fotos no portal, cruzando o pórtico, as pessoas que conheci, muita alegria e realização em um dia só.

A partir daí, a corrida tornou-se minha paixão, meu vício e minha mania.

Finalizo esse post deixando uma frase que muito me motiva:

"Corro, porque encontrei na corrida a melhor metáfora da vida. Porque dói, tem que se esforçar, mas no final compensa" by Lucho Runner

 minha primeira linha de chegada

domingo, 28 de outubro de 2012

Breve apresentação

Antes de tudo,  gostaria de falar um pouco da minha história de vida, para depois relatar como a corrida entrou e mudou minha vida!

Bom... Tenho 28 anos, sou Analista de Suporte e moro com minha mãe e duas irmãs!

Nascido em Piracicaba, minha vida começou em um patamar financeiro e aos 10 anos de idade tudo mudou! O mundo que eu viva simplesmente não existia mais e a vida começou a me ensinar que altos e baixos existem.

Passamos durante um bom tempo um "perrengue dos brabos", não por simplesmente não poder manter o luxo em que vivia, mas por chegar a passar necessidades e ter de ser sustentado por doações de parentes. Dessa época, a maior lembrança é que minha mãe não tem mais aliança de casamento por ter vendido para comprar comida!

Um exemplo a ser seguido, minha mãe com diploma de Unicamp, foi trabalhar de faxineira! Mas... Tudo isso valeu a pena! Um dia tudo mudou e as coisas entraram no eixo.

Fato é que aprendemos a nos virar, cada um seguiu seu caminho, buscando o que seria melhor. Com muitas dificuldades, estudamos frequentamos uma universidade e nos encaminhamos na vida. Eu, o filho mais velho cursei administração de empresas (depois migrei para a informática), minha irmã do meio é professora de matemática, e minha caçulinha... Essa é um caso a parte... Ainda não decidiu o que será da vida!

Aos 22 anos o grande choque da minha vida. Perdi meu saudoso PAI! A vida me mostrava que as dificuldades que havia passado me serviriam para me fazer forte. Naquele dia me lembro como se fosse hoje, me sentia o mais forte guerreiro, o general do exército, percebendo que a batalha estava sendo perdida, porém com uma pose de vencedor, inabalável. Apesar das lágrimas escondidas, os sentimentos todos machucados, consegui ser o porto seguro para minha família.

Naquela manhã do dia 28 de janeiro de 2006, partia desta terra o homem mais FANTÁSTICO que eu pude conhecer! Alguém cuja história de vida era muito triste, digna de filme, pois como nos filmes o personagem principal venceu todos os obstáculos a ele impostos, e teve um final feliz com um sorriso emocionante no rosto. Como esquecer os sorrisos, as gargalhadas, as piadinhas, os conselhos, a amizade de Antonio Valdemir Sgrigneiro. Ainda não conheci, e não é porque era meu pai, mas acredito que não conhecerei ninguém igual. Querido por todos sem exceção, às vezes colhia os louros disso, e era bem quisto simplesmente por ser filho do Toninho. Por tudo que passou nessa vida, Deus nunca permitiu que a vida lhe tocasse a alma, descansou com a alma de um menino, um coração puro e intocável. Se me lembro dos seus conselhos? O que mais faço é isso... “Lembrar as lições que me ensinou, as frases que sempre saiam de sua boca...” Cocama (a forma com que às vezes me chamava de macaco), a humildade vem à frente da honra!”... “Cuide da sua vida, o que ele faz ou fez não diz respeito a você, cada um tem sua vida pra cuidar”!... " O Sr sabia e não me contou pai?”Não contei porque não tenho motivo parar isso, você não precisa saber e muito menos espalhar nada da vida de ninguém, apenas ajude quando puder, e se não puder não atrapalhe”!

Mas... De todas as lições, me lembro demais a que me ensinou em silêncio, sem nunca dizer nada a respeito. Ensinou-me a  nunca, mas nunca desistir, sem deixar que nada endureça o coração, e que a vida é mais fácil para os que amam, que perdoam e aceitam as situações ruins apenas como trechos de um aprendizado.

 Bom.. a partir daquele dia minha vida mudou. Tive que aprender a ser homem, e começar a tentar ser o que meu pai sempre quis que eu fosse, e até o momento eu não tinha aprendido.

Parei de beber (bebia de segunda a domingo), as festas de faculdade e republicas que frequentava todos os dias deixaram de existir, voltei a igreja e comecei a procurar trabalho.

Os dias se passaram, arrumei um trabalho, comprei um carro financiado em 60 meses e assim começou minha vida.

Nesse meio tempo, Deus colocou um anjo na minha vida, denominado Ivan Razera. Esse foi como um irmão mais velho, me ensinou muitas coisas e me deu oportunidade de trabalho. Fazia bicos de informática que ele me indicava. Aos poucos fui entrando na área.


Fiquei desempregado por um ano, mas Deus me ajudou que não atrasei uma parcela, sobrevivia apenas dos bicos e assim tocava a vida. Num dado momento, Ivan me chamou até sua casa, e fez o que talvez um irmão não me fizesse. Passou-me todos os seus clientes, que aos poucos ele havia colocado lá dentro. Não me cobrou nada, me deu de coração.

Prestei o vestibular para Segurança da Informação em uma universidade pública, passei e ali começava de vez a minha vida na informática.

Esse meu grande amigo havia prestado um concurso e precisava fazer uma prova física, foi quando me convidou parar correr com ele.

A essa altura do campeonato, já não era o mesmo de 2006, já estava gordo. Não tinha quase roupas, porque nenhuma me servia mais, e o que tinha para correr era um Adidas velho, duas camisetas (uma que ganhei quando me cadastrei no banco de doadores de medula óssea) e uma bermuda que ficava parecendo o chaves. Comecei de leve, correndo 500 metros, e ele com muita paciência foi insistindo comigo.

Um dia pensei... "vou ter um trabalho legal, e ainda vou comprar todos os equipamentos tops de corrida", esse era o desejo de alguém que corria sem a mínima condição de infraestrura.

Correndo pela manhã na Cia do Ivan, resolvi fazer algo diferente, levar meu celular comigo, coisa que nunca havia feito. Fui questionado, e pressentindo que teria uma surpresa, respondi para ela"Vai que alguém me ligue ". E não foi que alguém ligou... Uma amiga de faculdade me ligou a respeito de uma vaga em uma empresa de informática.

Mandei meu currículo, fui para entrevista, e era pra uma  vaga na área de programação. Como não gosto de programar, agradeci, mas meu atual diretor insistiu comigo e me perguntou do que eu gostava. Quando respondi ele disse que tinha essa área na empresa, e que havia gostado de mim, que me queria na empresa. Iria ver e me ligava. Quando fui parar a segunda entrevista, o gerente da área era meu grande amigo Vinícius, que até então me conhecia da faculdade, e sabia das confusões que eu criava. Fiquei temeroso, mas... Ele me deu o aval, e com isso começou nossa convivência diária, e nossa amizade cresceu muito.

Com horários diferentes comecei a correr sozinho, pois o Ivan trabalhava em turno diferente. Comprei um tênis, dois shorts e uma regata, e assim comecei a encontrar a felicidade de correr. Mas... A vida me deu outra grata surpresa... tive que fazer uma cirurgia gastro intestinal. Fiquei meses parado e aumentei mais ainda meu peso.


Bom. Acho que já me apresentei, se continuar, estarei entrando já na minha vida de corridas, e não terei o que postar semana que vem !!

Termino desejando uma ótima semana a todos, e sexta-feira estarei de volta!


114 kg