No primeiro post tinha citado sobre a falta de equipamentos adequados para a corrida (calçados e vestuário). No segundo citei a respeito de um tenis que havia comprado, e que por sinal tenho ainda pois pouco uso, mas.. fato é que conforme o tempo foi passando, fui aprendendo sobre tipo de pisada, tenis adequado para tipo de treino, material de composição do vestuário e fui me interessando cada vez mais sobre isso, cumprindo o que havia prometido no começo de adquirir todos equipamentos que tivesse vontade, pois afinal tudo estava diferente.
Treinava com um Asics Gel Nimbus 13, pois estava acima do peso, e todos sabem que o melhor sistema de amortecimento até hoje é o do Nimbus (o 14 ta inferior ao do 13). Mas... queria correr com um diferente no Rio, foi então que adquiri um outro na cor "Yellow Neon". Eu sabia que não iria mudar em nada o resultado final, meu desempenho, mas apenas uma questão de gosto, de vontade. Como o volume de treino era alto, e a bateria do meu mp3 "ching ling" terminava rapidinho, resolvi comprar algo melhor. Adquiri um ipod nano, que é meu companheiro até hoje, e pelo que percebo será por muitos anos ainda.
No decorrer dos treinos longos, um amigo me emprestou um Garmin Forerunner 305, com o intuito de me ajudar nas distâncias e velocidade dos treinos. Até o momento julgava ser apenas frescura ter um desses, mas depois acabei percebendo ser essencial, pois o lance de conhecermos nosso corpo, nossa velocidade é balela. Isso é pra quem corre há mais de dez anos.
O dia do embarque chegou, e fui acompanhado da Gi para Campinas rumo ao Rio. Levava na mala minhas bagagens, e em uma mala de mão, levei meu tenis, gps e roupa de prova (com medo de ter a bagagem extraviada), mas o mais importante eu levava no coração.
Levava minha família (a qual é tudo para mim), minhas amigas que não puderam ir, e que tanto treinamos juntos e me ajudaram a chegar até ali. Levava também a lembrança de meu pai, e um aperto por não poder mostrar a ele o que eu iria conquistar. A ansiedade, o medo da lesão e de não completar, mas a fé em Deus e a alegria de estar vivendo aquele momento acabavam ocultando os sentimentos que não eram bons.
Embarcamos no Viracopos, e ali fiz diversas amizades com corredores já frequentes da Maratona do Rio de Janeiro. A viagem prometia.
Desembarcamos no Galeão, e onde íriamos ficar era do outro lado, perto do Palácio do Catete. Pegamos um ônibus denominado "Frescão", que contava com ar condicionado e apenas passageiros sentados. Naquele trecho tive o prazer de conhecer mais corredores. Pelo caminho, eu e a Gi recebos gratas supresas. As queridas amigas Laurinha e Milena nos mandaram mensagens de texto, para saber se tínhamos chegado e nos desejar de coração uma ótima prova. Por mais que o nosso desejo fosse que elas estivessem conosco, esse gesto nos proporcionou uma enorme alegria.
Ao chegarmos no hostel que ficaríamos hospedados, a grande surpresa (risos). Nosso exceletíssimo coach, idealizava algo grandioso para nós, queria muito uma grande integração, aflorar o companheirismo e reservou um quarto coletivo com lugares para 12 pessoas, em um hostel que apelidamos carinhosamente de "BOSTEL" . Ao passar pela recepção, um adorável aroma de esgoto nos aguardava. Se não me falhe a memória, seis beliches e duas triliches mal distribuídas, com colchões de 5mm de espessura e travesseiros de 3 mm. Quando deitávamos, o colchão nos envolvia parecendo uma canoa, o travesseiro parecia de pedra. Quando a pessoa que dormia na cama de cima da beliche se mexia, parecia que ia desabar. Dois banheiros bem zuados, o qual definimos de masculino e feminino. Seria o começo de um pesadelo ????
Por incrível que pareça, afirmo que foi uma das melhores viagens da minha vida, pois não importava o local, mas sim as pessoas que ali estavam. O sucesso dessa viagem para todos foi tão grande que ela rende comentários até o dia de hoje. A estratégia do carioca deu certo.
Tive o enorme prazer de conhecer algumas ilustríssimas pessoas e conviver com outras já do meu círculo de amizade. Ali conheci o Doni, o André, o Borian, o Lucão e a Queila , e o Toni. Para não esquecer de ninguém, ali estiveram presente também o Marcellão, a Angela, o Beto, a Polyane, o Hélio, a Gi e o Rogério.
Passei momentos agradabilíssimos naquela cidade. Na sexta a noite fomos para um samba na Lapa, conhecer o famoso Rio Scenarium. Deixo aqui minhas recomendações, pois ir ao Rio e não conhecer essa casa é sacanagem.
No sábado buscamos nossos kits, curtimos uma praia e fomos para um rodízio de massas, fazer o que a ciência chama de "Hipercompensção calórica". Faz-se necessário citar esse jantar, pois adiante será-lhe feita uma referência. Como não simpatizei com a comida, fiquei só nas pizzas. Pizza de quatro queijo, frango, catupiry, doces, o que tinha eu mandava ver. Terminei o jantar pesado, com a barriga rígida de tanto comer.
Agora... pensem comigo, um cara que vivia e vive em uma dieta com restrição de gordura comer daquele jeito, em boa coisa não iria resultar.
O dia terminou e lá estávamos em Auschwitz (outro apelido carinho do local que ficamos) arrumando nossas coisas para o dia seguinte, o grande dia, mas essa parte ficará para o próximo post.
Obrigado a todos que passam por aqui. Voltem sempre!
Ótima semana e um forte abraço
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| Rodízio de massas |
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| Indo retirar os kits |
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| Rio Scenarium |
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| Ipanema |
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| Rio Secnarium |
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| Rio Scenarium (tomando um suco natural de cevada) |








